abril 01, 2005

Uma lição de Segadães

António Segadães Tavares, o engenheiro que recebeu, há um ano, o Prémio Mundial de Engenharia de Estruturas, que por outras palavras será o “Nobel da Engenharia”, deu, na noite de quinta-feira, num hotel de Lisboa, uma conferência subordinada ao tema “O Futuro da Engenharia”, em que estiveram, para além de outras individualidades, o Bastonário da Ordem dos Engenheiros.
Segadães Tavares falou da sua carreira e dos recuos e avanços da engenharia em Portugal, onde não se reconhece a massa cinzenta que por cá existe.

Depois de ter dito que o futuro do nosso País passa por uma “estória” parecida com a daquele estudante que, entusiasmado com o que lhe disseram quando se foi inscrever na faculdade, optou por tirar o curso de Caçador de Dinossauros, mas, depois de quatro anos de curso e já com o diploma na mão, não conseguiu arranjar emprego e refilou, tendo recebido como resposta que teria de “tirar o mestrado”.

Aceitou a proposta e, volvidos dois anos, voltou a não conseguir emprego.
Nova deslocação à Faculdade e nova resposta, desta vez aconselhando-o a “tirar o doutoramento”.

Já doutor e sem idade para andar em “manifs” contra o pagamento de propinas ou a chamar nomes ao ministro, voltou, já de um modo mais pacífico, a dirigir-se à Faculdade, onde o mandaram ter calma, pois o seu futuro passava por se dedicar à carreira de docente, como “professor de Caçador de Dinossauros”.
Deve dizer-se que a Ordem dos Engenheiros aproveitou a circunstância para entregar a António Segadães Tavares o diploma e uma placa de reconhecimento por ter sido nomeado seu Conselheiro Honorário.

Publicado por dizerbem em abril 1, 2005 03:49 PM
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